Não planejei tudo aquilo, não fora minha intenção, mas no fundo, bem lá no fundo eu queria. Sabia bem o que iria acontecer logo que sentiu meus lábios tocarem os lábios macios e saborosos daquela garota... Senti que iriamos enfrentar tudo, tudo mesmo. Mas era difícil de resistir, sua pele tão macia, tão intocável... Ela era tão frágil. Sabia que estava seriamente encrencada, mas estar com ela... Estar com ela era tudo. Fechava os olhos e não conseguia tirar aquela imagem da minha cabeça, só conseguia querer ter um lugar em que podia viver com ela, apenas ela e ninguém mais, um lugar em que pudessemos ser livres. Mesmo estando totalmente confusa, encurralada e cada vez mais incerta. Eles dizem que é culpa dela, mas eu queria isso tanto. Queria voar junto com ela para um lugar que não precisamos nos esconder, onde não existe preconceito, mas esse lugar ainda está para nascer. Quando eles param e me encaram, eu realmente não ligo, por que o que eu sinto por ela, sei que ela sente por mim. É algo tão... puro. Tão sincero, tão... bom. Não sinto vergonha, ao contrário, sinto felicidade em poder tê-la em meus braços da forma que nunca imaginei antes. Não vou tentar fingir, nem esquecer, muito menos fugir disso tudo. Isso pode estar me deixando louca, me fazendo perder a cabeça, mas não importa, porque tudo que ela disse está passando pela minha cabeça agora. Naquela mesma semana. [...] – Mãe, olhe pra mim! – ela pediu e sua mãe a fitou enfim, prestando atenção em cada detalhe de sua face. – Me diga... O que você vê? – ela perguntou e mordeu o lábio inferior. – O que tem de errado? – ela perguntou mais uma vez e sua mãe não respondeu, e no fundo ela sabia o porque, ela se virou para seu pai e o fitou frente a frente, o mesmo desviou o olhar e ela bufou. – Pai, olhe pra mim! – ela pediu e ele olhou, ficando a fitá-la frente a frente. – Algum dia eu serei livre? – ela perguntou, segurando-se para não deixar alguma lágrima escorrer em sua face. – Eu passei tanto assim do limite? – ela perguntou, mordendo o lábio inferior. – Eu a amo, será que não conseguem entender? – ela tentou mais uma vez e fora a ultima, bufou e com raiva correu para longe dali, indo para a sua escola. [...] Naquela tarde na escola, ela fora ignorada, as pessoas cochichavam coisas que ela nem ao menos imaginava, mas sabia que eram coisas ruins. De longe ela a viu, e não pensou duas vezes, foi em sua direção. Ela se desmoronou em seus braços, caindo no choro. Todos em volta haviam parado para assistir, a garota apenas levou sua mão até a face da outra e fez a mesma olhá-la. – Tudo vai ficar bem... Agora vamos. – ela proferiu certa disso e pegou-a pela mão, caminhando para longe dali. Todos seguiram para ver a tal cena, chuva se iniciou e elas atravessaram a grade da escola, mas não saíram, ficaram lá. Os pais foram chamados, todos aos poucos foram aparecendo e elas continuaram ali. – EU A AMO! – a garota berrou com raiva, era tão incrível como as pessoas conseguiam ser hipócritas. – O que tem de errado nisso? – ela perguntou e todos a olharam pasmos. – Volte já aqui! Agora! – seu pai falou e ela fez o sinal de não com a cabeça. Ela se virou para a garota e a beijou, eliminando todas as duvidas que ela ainda tenha de que ela era inteiramente dela. – Eu te amo! – disse a garota dentre o beijo e não havia mais nada de ruim ali. Eles diziam coisas, mas elas não acreditaram. Pois era tudo sobre elas, só elas sabiam o que realmente sentiam. Eles a magoaram e magoaram a outra com isso também, elas eram apenas uma agora. Mas não importa, elas vão levantar. Não vão mais se importar, pois é sobre elas e ninguém mais. Eles não sabem, não conseguem ver quem elas realmente são e o que sentem. – Agüente firme, minha querida. Agarre-se a mim, porque está noite seremos somente nós duas. – ela sussurrou e pegou a mão da garota, caminhou para longe dali, começando uma nova vida com a garota que ela ama e que a ama também.sexta-feira, 19 de novembro de 2010
ㅤㅤLove without prejudice.
Não planejei tudo aquilo, não fora minha intenção, mas no fundo, bem lá no fundo eu queria. Sabia bem o que iria acontecer logo que sentiu meus lábios tocarem os lábios macios e saborosos daquela garota... Senti que iriamos enfrentar tudo, tudo mesmo. Mas era difícil de resistir, sua pele tão macia, tão intocável... Ela era tão frágil. Sabia que estava seriamente encrencada, mas estar com ela... Estar com ela era tudo. Fechava os olhos e não conseguia tirar aquela imagem da minha cabeça, só conseguia querer ter um lugar em que podia viver com ela, apenas ela e ninguém mais, um lugar em que pudessemos ser livres. Mesmo estando totalmente confusa, encurralada e cada vez mais incerta. Eles dizem que é culpa dela, mas eu queria isso tanto. Queria voar junto com ela para um lugar que não precisamos nos esconder, onde não existe preconceito, mas esse lugar ainda está para nascer. Quando eles param e me encaram, eu realmente não ligo, por que o que eu sinto por ela, sei que ela sente por mim. É algo tão... puro. Tão sincero, tão... bom. Não sinto vergonha, ao contrário, sinto felicidade em poder tê-la em meus braços da forma que nunca imaginei antes. Não vou tentar fingir, nem esquecer, muito menos fugir disso tudo. Isso pode estar me deixando louca, me fazendo perder a cabeça, mas não importa, porque tudo que ela disse está passando pela minha cabeça agora. Naquela mesma semana. [...] – Mãe, olhe pra mim! – ela pediu e sua mãe a fitou enfim, prestando atenção em cada detalhe de sua face. – Me diga... O que você vê? – ela perguntou e mordeu o lábio inferior. – O que tem de errado? – ela perguntou mais uma vez e sua mãe não respondeu, e no fundo ela sabia o porque, ela se virou para seu pai e o fitou frente a frente, o mesmo desviou o olhar e ela bufou. – Pai, olhe pra mim! – ela pediu e ele olhou, ficando a fitá-la frente a frente. – Algum dia eu serei livre? – ela perguntou, segurando-se para não deixar alguma lágrima escorrer em sua face. – Eu passei tanto assim do limite? – ela perguntou, mordendo o lábio inferior. – Eu a amo, será que não conseguem entender? – ela tentou mais uma vez e fora a ultima, bufou e com raiva correu para longe dali, indo para a sua escola. [...] Naquela tarde na escola, ela fora ignorada, as pessoas cochichavam coisas que ela nem ao menos imaginava, mas sabia que eram coisas ruins. De longe ela a viu, e não pensou duas vezes, foi em sua direção. Ela se desmoronou em seus braços, caindo no choro. Todos em volta haviam parado para assistir, a garota apenas levou sua mão até a face da outra e fez a mesma olhá-la. – Tudo vai ficar bem... Agora vamos. – ela proferiu certa disso e pegou-a pela mão, caminhando para longe dali. Todos seguiram para ver a tal cena, chuva se iniciou e elas atravessaram a grade da escola, mas não saíram, ficaram lá. Os pais foram chamados, todos aos poucos foram aparecendo e elas continuaram ali. – EU A AMO! – a garota berrou com raiva, era tão incrível como as pessoas conseguiam ser hipócritas. – O que tem de errado nisso? – ela perguntou e todos a olharam pasmos. – Volte já aqui! Agora! – seu pai falou e ela fez o sinal de não com a cabeça. Ela se virou para a garota e a beijou, eliminando todas as duvidas que ela ainda tenha de que ela era inteiramente dela. – Eu te amo! – disse a garota dentre o beijo e não havia mais nada de ruim ali. Eles diziam coisas, mas elas não acreditaram. Pois era tudo sobre elas, só elas sabiam o que realmente sentiam. Eles a magoaram e magoaram a outra com isso também, elas eram apenas uma agora. Mas não importa, elas vão levantar. Não vão mais se importar, pois é sobre elas e ninguém mais. Eles não sabem, não conseguem ver quem elas realmente são e o que sentem. – Agüente firme, minha querida. Agarre-se a mim, porque está noite seremos somente nós duas. – ela sussurrou e pegou a mão da garota, caminhou para longe dali, começando uma nova vida com a garota que ela ama e que a ama também.
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