quinta-feira, 3 de março de 2011

ㅤㅤThe last letter.

Essa é a ultima, eu prometo. Infelizmente, minhas esperanças se foram... Assim como tudo que eu tinha para escrever. Eu realmente não sei mais o que fazer, ainda mais tendo a consciência de que nada do que eu faça vai adiantar realmente em algo. Mesmo que eu tente e queira, acabou, sei disso. Eu sinto algo por você, impossível omitir. Mas não importa... Assim que terminar esta maldita carta, irei juntar com as outras e triturá-la, meu amor. Você nunca vai poder ler... Nunca saberá o que eu senti e ainda sinto por você, meu garoto. Você nunca saberá a minha verdadeira fraqueza... E todo o poder que você exerce sobre mim, minha serpente. Vejo sua atenção voltada para ela todos os dias, mas mesmo assim, eu ainda quero poder um dia senti-lo como nunca senti antes, tocá-lo como nunca imaginei fazer... Será que Pansy quer tanto você como eu? Será que ela quer  tanto sentir seus lábios frios e gélidos como eu...? Eu ainda te desejo tanto, meu garoto. Eu ainda espero poder prendê-lo e guardá-lo apenas para mim. Ainda quero poder passear os dedos por seus cabelos loiros, perder-me em seus orbes claros e deliciar-me com sua bela face. Eu ainda sonho – todas as noites -, que estou em sua cama, tendo-o completamente para mim. E sentindo-o retirar toda a pureza que tanto me consome. Eu ainda quero... E sei que vou continuar querendo, para sempre. O simples fato de não poder tê-lo, de ser tão proibido, lhe torna ainda mais interessante. Você aparenta ser tão forte... E eu me pergunto de onde vem essa força... Sinto que você apenas os engana. Mas não a mim... Eu consigo entendê-lo. Eu consegui vê-lo como ninguém jamais viu e sabe disso. Aquele dia no banheiro... Suas lágrimas. Ah, Malfoy! O que fizeram com você, minha serpente? Será que só eu sei o quanto você é frágil e o que você esconde? E eu entendo os seus motivos... Pois são os meus também. Sei o quanto essa guerra e essas escolhas mexem com as pessoas. Bem, mal. Certo, errado. Potter, Voldemort. Tudo isso é tão... complicado. Eu queria tanto livrá-lo disso, fugir pra longe e poder fazê-lo feliz, mas não posso. E por isso, eu nunca iria me perdoar se conseguisse lhe possuir, não mesmo. Eu não conseguiria sequer olhar-me no espelho, sabendo que mesmo tendo-o e sendo sua, nunca seriamos inteiramente um do outro. Eu não aceitaria isso... E por isso, meu garoto, aqui eu encerro as cartas, até porque você nunca vai lê-las mesmo. Você nunca irá pensar em me sentir como eu te sinto, nunca vai sequer imaginar... E eu até prefiro que seja assim. Prefiro a tortura de vê-lo com outra todos os dias, mesmo que seja com a Pansy-cara-de-bulgogue-Parkinson, do que a culpa estampada em minha face pelo resto da minha vida insignificante. Insignificante por não tê-lo nela. E eu te odeio, meu amor. Odeio-te por ser tudo que eu quero e sei que sempre vou querer ter... Odeio-te por ser tão frágil e se mostrar tão forte, tão indiferente, tão... Malfoy. Odeio-te e sempre vou odiá-lo por me fazer amá-lo, seu sonserino idiota... Odiar-te-ei até o dia em que for apenas meu, então pelo visto vou lhe odiar pelo resto da minha vida, como tem de ser.

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